Braide acata recomendação do Ministério Público do Maranhão e retoma contrato com Instituto Juju e Cacaia
O prefeito Eduardo Braide (PSD) acatou a recomendação do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e retomou o contrato com o Instituto Juju e Cacaia para a realização do Carnaval 2024 em São Luís, no valor de R$ 6.996.731,60.
Pelo contrato retomado na capital, o Instituto Juju e Cacaia fica responsável pela execução do projeto "Carnaval de São Luís 2024", com as seguintes definições:
- Pré-Carnaval Circuito Cidade do Carnaval;
- Carnaval Circuito Cidade do Carnaval;
- Carnaval da Madre Deus;
- Carnaval de Passarela de São Luís 2024;
- Apuração das notas dos desfiles da Passarela do Samba;
- Baile da Corte Momesca;
- São luís Gospel.
A retomada ocorreu após o MPMA não encontrar irregularidades no processo do chamamento público e orientar o Município a seguir com o contrato anterior. Anteriormente, o contrato havia sido cancelado pela Prefeitura devido à descoberta de uma escola infantil funcionando no mesmo local.
De acordo com o MPMA não foram caracterizadas, até o momento, situações que justificassem a reabertura de um novo Edital de Credenciamento. O órgão entende que o ato não obedecia aos prazos legais, ferindo princípios da administração pública, com prejuízo iminente ao erário, por isso orientou o Município a retomar o antigo contrato.
A recomendação do MPMA foi assinada pelos promotores de justiça João Leonardo Pires Leal e José Augusto Cutrim Gomes (titulares, respectivamente, da 2ª e 5ª Promotorias de Justiça da Probidade Administrativa de São Luís), e Eveline Barros Malheiros e Doracy Moreira Reis Santos (1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social de São Luís).
Crise
O prefeito Eduardo Braide chegou a exonerar três pessoas da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). Uma das três pessoas demitidas por Braide foi o secretário de Cultura, Marco Duailibe.
Na ocasião, Braide não informou os motivos das demissões. Mas, uma nota da Secom destacava apenas que o contrato havia sido cancelado por recomendação da Controladoria do Município.
Depois disso, o instituto Juju e Cacaia emitiu nota rechaçando qualquer irregularidade e prometeu ingressar com ação na Justiça para retomar contrato. Depois da intervenção do MPMA e da recomendação, o contrato foi retomado e os pagamentos serão executados pela gestão.
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