Polícia Civil do Maranhão prende 2 militares do exército brasileiro pelo crime de comércio ilegal de arma de fogo
Na manhã desta quinta-feira (18), a Polícia Civil do Maranhão conduziu uma operação que resultou na desarticulação do comércio ilegal de armas de fogo. A investigação, que teve início em maio de 2023 após a apreensão de uma arma de fogo na capital maranhense, revelou uma trama intricada.
Durante uma análise no sistema, constatou-se que a arma estava registrada em nome de um homem de 45 anos, residente em Ribeirão Preto, São Paulo. Surpreendentemente, essa pessoa possuía também o registro de uma empresa fictícia em São Luís. Prosseguindo nas investigações, dois militares do exército brasileiro emergiram como os principais suspeitos envolvidos nessa comercialização ilícita.
Segundo informações dos delegados em uma coletiva de imprensa, ambos os militares foram detidos, um em São Luís e o outro em Fortaleza, Ceará. Além dessas prisões, um advogado foi também capturado em São Luís, acusado de adquirir duas dessas armas ilegais. A operação resultou na apreensão de documentos, 14 armas de fogo, 545 munições e três veículos. Além disso, foi efetuado o bloqueio de até 350 mil reais pertencentes aos investigados.
As armas, inicialmente legais e de fácil acesso para os dois militares do exército brasileiro, eram posteriormente transferidas para o nome de terceiros e comercializadas no mercado clandestino. Essa prática suspeita alimenta a criminalidade, principalmente para facções na Grande Ilha.
A operação contou com o apoio do Exército Brasileiro e abrangeu não apenas a capital maranhense, mas também Ribeirão Preto (São Paulo), Fortaleza (Ceará), Parauapebas (Pará) e diversas cidades maranhenses, incluindo Barreirinhas, Lago da Pedra, Imperatriz e Humberto de Campos.
A Polícia Civil manterá as investigações em curso para identificar e concluir a participação de outros envolvidos no esquema.
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