2023 anunciado como o ano mais quente da história global, revela Organização Meteorológica Mundial (OMM)
Ondas de calor intensas e fenômeno El Niño são apontados como principais causas
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou, recentemente, levantamento no qual revela o ano de 2023 como o mais quente em 174 anos de registros meteorológicos. As temperaturas acima da média e as ondas de calor são atribuídas a diferentes fatores, destacando-se o fenômeno El Niño e mudanças climáticas globais.
De acordo com o Inmet, as ondas de calor excepcionais registradas ao longo de 2023 podem ser atribuídas ao fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Este fenômeno influencia diretamente no aumento das temperaturas em diversas regiões do planeta, desencadeando eventos climáticos extremos.
Além do El Niño, o levantamento aponta que outros fatores têm desempenhado um papel crucial nesse cenário preocupante. O aumento da temperatura global da superfície terrestre e dos oceanos é apontado como um dos impulsionadores, contribuindo para a intensificação de eventos climáticos cada vez mais extremos.
O relatório detalha que, dos 12 meses de 2023, 9 apresentaram médias mensais de temperatura acima da média histórica. Isso evidencia a persistência do padrão de calor excepcional ao longo do ano, com impactos significativos na vida cotidiana, ecossistemas e setores sensíveis às condições climáticas.
Especialistas alertam que essa tendência de aumento das temperaturas e eventos climáticos extremos deve ser monitorada com atenção, considerando as implicações para a saúde pública, a agricultura e a biodiversidade. A conscientização sobre as mudanças climáticas e a busca por soluções sustentáveis tornam-se cada vez mais urgentes diante desse cenário desafiador.
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